quarta-feira, 19 de agosto de 2026

33º Encontro do Observatório de Educação Popular em Saúde e Realidade Brasileira, com tema "Educação Popular em Saúde, Democracia e Eleições 2026"





 📝 Participe conosco do 33º Encontro do Observatório de Educação Popular em Saúde e Realidade Brasileira, com tema "Educação Popular em Saúde, Democracia e Eleições 2026".

📕O encontro ocorrerá de forma remota, através do Google Meet e do YouTube, no dia 24 de Agosto de 2026 (segunda-feira), das 19:00 às 21:00h.

📍Teremos como dialogistas convidadas: Olgamir Amancia Ferreira (Universidade de Brasília) e José Carlos Silvan (Pós-Doutorando em Educação, Extelar/PINAB/UFPB e membro da coordenação do Grupo Temático de Educação Popular em Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva/ABRASCO).

📃O Observatório de Educação Popular em Saúde e Realidade Brasileira, é coordenado pelo Prof. Pedro Cruz: Docente e pesquisador (Extelar/PINAB/UPFB) e  pelo Prof. José Carlos Silvan: Pós-Doutorando em Educação (Extelar/PINAB/UFPB).

📌 Para participar dos encontros do Observatório, as pessoas interessadas deverão acessar e preencher o LINK de INSCRIÇÃO a seguir, através do qual receberão o link de acesso ao encontro e demais informes. Se você já preencheu esse formulário anteriormente e está cadastrado(a) no Observatório, não precisa preencher novamente. Receberá o link do Meet por email.

💙Link de inscrição: https://forms.gle/4SuC2hP8QLDonCjB6

COMO PARTICIPAR? Acompanhe abaixo!

Pelo YouTube no link: https://www.youtube.com/watch?v=8Dh-lsbDO5w

ATENÇÃO: Durante o encontro, as pessoas que tiverem interesse em entrar na transmissão para partilhar seus comentários, perguntas, dúvidas e reflexões, poderão solicitar entrada na live, enviando e-mail para pinab.ufpb@gmail.com .

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Grupo de Saúde Comunitária: Práticas e Vivências de Maio

O mês de julho foi muito especial no Grupo de Saúde Comunitária e Práticas Integrativas! Entramos no clima do “Recordando o São João” com um lanche partilhado temático delicioso, muita música típica, danças e brincadeiras juninas que trouxeram alegria a todos.Tivemos aula de Pilates e trabalhamos a coordenação motora e o trabalho em equipe ao personalizar cabos de vassoura, que depois se transformaram em ótimos equipamentos para a nossa prática de exercícios.







Nossos encontros também foram espaço para aprendizado e acolhimento, com rodas de conversa sobre a correta higienização de alimentos, além de visitas carinhosas que fizemos a algumas de nossas participantes. Além disso, vivenciamos momentos de autocuidado com escalda-pés, auriculoterapia, ventosaterapia, meditação e massagem. Foi um período marcado pelo compartilhamento de saberes, saúde, alegria e afeto!🧡🌱




📍Nos reunimos toda sexta-feira, às 14:00h, na Comunidade São Lucas - Cristo Redentor. Venha nos fazer uma visita!😊

domingo, 5 de julho de 2026

Grupo de Saúde Comunitária: Práticas e Vivências de Maio

As atividades do Grupo de Saúde Comunitária e Práticas Integrativas ao longo do mês de maio, realizou diferentes momentos de cuidado, acolhimento, diálogo e fortalecimento dos vínculos com a comunidade. Entre as vivências, tivemos uma celebração especial em homenagem ao Dia das Mães, com a presença da professora Olgamir Amâncio, marcada por afeto, escuta e reconhecimento da importância das mulheres e mães da comunidade. Também foram desenvolvidas práticas voltadas ao bem-estar físico e emocional, como pilates, meditação e ventosa, proporcionando momentos de relaxamento, autocuidado e atenção à saúde.


Durante esse período, também aconteceram conversas importantes sobre alimentação, problemas e dificuldades vivenciadas no cotidiano da comunidade, possibilitando um espaço de troca de saberes, escuta sensível e construção coletiva de conhecimentos.


Além disso, o mês foi marcado pelo acolhimento de novas estudantes extensionistas, que passaram a integrar o projeto e a vivenciar a extensão como um caminho de aprendizado, compromisso social e aproximação com a realidade da população.

Grupo de Saúde Comunitária: Práticas e Vivências de Abril

No mês de abril, as atividades do Grupo de Saúde Comunitária e Práticas Integrativas foram voltadas à promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida dos participantes. Os encontros contaram com momentos de meditação, proporcionando relaxamento e atenção plena, além de sessões de pilates e alongamentos, que estimularam a mobilidade, a consciência corporal e o fortalecimento físico.


As práticas desenvolvidas favoreceram o cuidado integral, incentivando hábitos saudáveis e fortalecendo os vínculos entre os participantes por meio de um ambiente acolhedor, de escuta e de convivência, reafirmando a importância das práticas integrativas na promoção da saúde comunitária.

Grupo de Saúde Comunitária: Práticas e Vivências de Março

No mês de março, as atividades do Grupo de Saúde Comunitária e Práticas Integrativas foram dedicadas à celebração do Dia Internacional da Mulher, promovendo um momento especial de valorização, acolhimento e reconhecimento das participantes. O encontro contou com homenagens, entrega de lembranças e momentos de confraternização, fortalecendo os vínculos entre os integrantes do grupo.


A comemoração proporcionou um espaço de afeto, escuta e convivência, valorizando o papel da mulher na comunidade e incentivando o cuidado com a saúde física, emocional e social. As atividades desenvolvidas reforçaram a importância da promoção da saúde por meio de ações que unem acolhimento, respeito e integração comunitária.



Grupo de Saúde Comunitária: Práticas e Vivências de Fevereiro

As atividades do Grupo de Saúde Comunitária e Práticas Integrativas no mês de fevereiro foram marcadas pelo fortalecimento da convivência, do planejamento coletivo e da valorização da cultura popular. Os encontros contaram com as práticas tradicionais de massagem, meditação, rodas de conversa, auriculoterapia e ventosaterapia, promovendo momentos de cuidado integral, acolhimento e bem-estar entre os participantes.


Durante o mês, foi realizado um animado Baile de Carnaval, proporcionando um momento de integração, alegria e descontração por meio da música, da dança e da celebração coletiva. Também aconteceu a reunião quinzenal de planejamento, na qual os participantes puderam avaliar as atividades desenvolvidas, compartilhar sugestões e contribuir para a organização das ações futuras do grupo. As atividades realizadas reforçaram a importância da participação ativa, do cuidado humanizado e do fortalecimento dos vínculos comunitários.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Práticas e Vivências do Grupo Relaxamento e Bem Viver (Março)

No mês de março, os encontros foram marcados por importantes diálogos e mobilização comunitária. Um dos principais destaques foi a construção coletiva do abaixo-assinado relacionado à questão da água e à posse fundiária na comunidade, temas que representam desafios históricos para os moradores.

Ao longo do mês, ocorreram diversas rodas de conversa e momentos de escuta, fortalecendo a participação popular e a busca por melhorias nas condições de vida da comunidade. Também promovemos reflexões em alusão ao Dia Internacional da Mulher, valorizando as trajetórias, conquistas e experiências das participantes, em um espaço de acolhimento, troca de saberes e fortalecimento coletivo.


Além disso, foram realizadas práticas integrativas voltadas ao cuidado e ao bem-estar, incluindo momentos de relaxamento e meditação guiada por músicas e comandos que estimularam a imaginação e a concentração. 

Ademais, foram realizadas práticas integrativas voltadas ao cuidado e ao bem-estar, incluindo momentos de relaxamento e meditação guiada por músicas e comandos que estimularam a imaginação e a concentração. 


As participantes tambem puderam vivenciar práticas como ventosaterapia, massagem manual e massagem com o auxílio de aparelho massageador, proporcionando momentos de autocuidado, relaxamento e promoção da saúde. 
Seguimos construindo espaços de cuidado, dialogo e fortalecimento comunitário, reafirmando a importância da participação coletiva.

Práticas e Vivências do Grupo de Relaxamento e Bem Viver (Fevereiro)

No mês de fevereiro, realizamos encontros marcados pela alegria, criatividade e partilha. Em alusão ao Carnaval, levamos diversos objetos, tecidos, recortes, cores e marchinhas carnavalescas, proporcionando momentos de interação e expressão. Também promovemos conversas sobre o significado do Carnaval, compartilhando experiências, lembranças e histórias vividas pelas participantes. Como parte das atividades, confeccionamos os tradicionais cordões de Carnaval, despertando memórias afetivas e fortalecendo os vínculos do grupo.



Além disso, foram realizadas práticas de cuidado e bem-estar, como escalda-pés, meditação, ventosaterapia e momentos de escuta ativa, promovendo acolhimento, relaxamento e troca de experiências.

Além disso, foram realizadas práticas de cuidado e bem-estar, como escalda-pés, meditação, ventosaterapia e momentos de escuta ativa, promovendo acolhimento, relaxamento e troca de experiências.

Tivemos ainda um encontro exclusivo voltado para alongamentos com cabos de vassoura, incentivando movimentos corporais simples e acessíveis para o dia a dia. A atividade foi muito positiva e contou com grande participação das integrantes.

Já no final do mês, demos início ao diálogo sobre a questão da água na comunidade, trazendo reflexões importantes sobre o acesso e importância para a saúde e a qualidade de vida.

Grupo de Saúde Comunitária: Práticas e Vivências de Janeiro

     Janeiro marcou o retorno das atividades do Grupo de Saúde Comunitária e Práticas Integrativas, reunindo os participantes em mais um momento de convivência, acolhimento e cuidado. Os encontros favoreceram a interação entre o grupo, proporcionando um espaço de escuta, diálogo e troca de experiências, além de dar continuidade às ações desenvolvidas pelo projeto.

    Durante o mês, foi realizada uma confraternização ao período de Boas Festas, reunindo os participantes em um momento de integração e convivência. A programação também contou com um lanche coletivo, que estimulou a aproximação entre os integrantes e fortaleceu o espírito comunitário por meio de conversas e da partilha de experiências.

    Além dos momentos de confraternização, foram realizadas sessões de ventosaterapia, prática integrativa voltada ao relaxamento, ao alívio de tensões musculares e ao bem-estar dos participantes. As atividades desenvolvidas ao longo do mês reforçaram a importância de iniciativas que promovem o cuidado em saúde, o autocuidado e a construção de espaços acolhedores para a comunidade.




Grupo de Saúde Comunitária: Práticas e Vivências de Dezembro

     As atividades do Grupo de Saúde Comunitária e Práticas Integrativas no mês de dezembro focaram no acolhimento e no fortalecimento de vínculos. Os encontros contaram com as práticas tradicionais de massagem, meditação, rodas de conversa, auriculoterapia e ventosaterapia, além de bingos comemorativos com sorteios partilhados que promoveram momentos de descontração. Nas conversas, o grupo relembrou os encontros e momentos especiais vividos ao longo do ano, abrindo espaço para planejar o que gostariam de ver no próximo ciclo, além de celebrar a alegria de estarem mais um final de ano juntos.




    Foi realizada a celebração de Natal e fim de ano, na qual os participantes se reuniram para confeccionar a decoração natalina e partilhar um lanche coletivo  muito especial preparado por eles mesmos. As ações de encerramento reforçaram a importância da união, do cuidado humanizado e da valorização das vivências comunitárias.


Grupo de Saúde Comunitária: Práticas e Vivências de Novembro

     Em novembro as atividades do Grupo de Saúde Comunitária foram marcadas por momentos de escuta, partilha e conversas sobre saúde.  Nossas rodas de conversa e as práticas integrativas de auriculoterapia, ventosaterapia, escalda pés e as massagens contribuem para o fortalecimento dos vínculos entre os participantes e para o cuidado com a saúde de forma integral, promovendo relaxamento, alívio de tensões e incentivo ao autocuidado.  As atividades desenvolvidas ao longo do mês reforçaram a importância do cuidado humanizado e da valorização das vivências de cada participante.




Grupo de Saúde Comunitária: Práticas e Vivências de Outubro

    As atividades do Grupo de Saúde Comunitária no mês de outubro foram marcadas por momentos de troca, acolhimento e promoção da saúde. As rodas de conversa e as práticas integrativas contribuíram para o fortalecimento dos vínculos entre os participantes e para o cuidado com a saúde de forma integral.

    Um dos momentos mais marcantes foi a roda de conversa em alusão ao Dia das Crianças, na qual os participantes relembraram brincadeiras, histórias e memórias da infância, proporcionando momentos de emoção, descontração e compartilhamento
de experiências.

    Além disso, foram realizadas práticas integrativas, como auriculoterapia e ventosaterapia, que promoveram relaxamento, alívio de tensões e incentivo ao autocuidado. As atividades desenvolvidas ao longo do mês reforçaram a importância do cuidado humanizado e da valorização das vivências de cada participante.

terça-feira, 23 de junho de 2026

32º Encontro do Observatório de Educação Popular em Saúde e Realidade Brasileira, com tema "Fazendo Educação Alimentar e Nutricional na Atenção Primária à Saúde: Contribuições da Educação Popular"

 





📝 Participe conosco do 32º Encontro do Observatório de Educação Popular em Saúde e Realidade Brasileira, com tema "Fazendo Educação Alimentar e Nutricional na Atenção Primária à Saúde: Contribuições da Educação Popular".

📕O encontro ocorrerá de forma remota, através do Google Meet e do YouTube, no dia 01 de Julho de 2026 (quarta-feira), das 18:30 às 20:30h.

📍Teremos como dialogistas convidadas: Kelly Alves (Coordenadora Geral de Alimentação e Nutrição, SAPS/ Ministério da Saúde); Lígia Amparo (Universidade Federal da Bahia e coordenadora do Grupo Temático de Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva (GT-ANSC) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO).

📝 Atuarão como mediador e mediadora: Renan Soares de Araújo Grupo de Pesquisa em Extensão Popular (EXTELAR) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Grupo Temático de Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva (GT-ANSC) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), Anelise Rizzolo Universidade de Brasília, e Grupo Temático de Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva (GT-ANSC) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO).

⚠️ Na ocasião, compartilharemos o encontro do Observatório com o lançamento nacional do Projeto EANPOP - (Co)Laboratório de Invenções em Educação Alimentar e Nutricional e Educação Popular na Atenção Primária à Saúde, promovido pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por meio do Grupo de Pesquisa em Extensão Popular (EXTELAR)/NUPLAR e PINAB/DPS/CCM, mediante parceria com a Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN)/DPPROS/SAPS, Ministério da Saúde e  a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

📃O Observatório de Educação Popular em Saúde e Realidade Brasileira, é coordenado pelo Prof. Dr. Pedro Cruz: Docente e pesquisador (Extelar/PINAB/UPFB) e José Carlos Silvan: Doutorando em Educação (Extelar/PINAB/UFPB).

📌 Para participar dos encontros do Observatório, as pessoas interessadas deverão acessar e preencher o LINK de INSCRIÇÃO a seguir, através do qual receberão o link de acesso ao encontro e demais informes. Se você já preencheu esse formulário anteriormente e está cadastrado(a) no Observatório, não precisa preencher novamente. Receberá o link do Meet por email.

💙Link de inscrição: https://forms.gle/4SuC2hP8QLDonCjB6






quinta-feira, 11 de junho de 2026

Educação Popular: ontem, hoje e amanhã

 "Educação Popular: ontem, hoje e amanhã", uma reflexão de um educador popular.






Definir a Educação Popular é um desafio complexo, dado o seu caráter aberto e fluido. Inspirando-me nas formulações do professor José Francisco de Melo Neto (UFPB), compreendo-a como um fenômeno de ensino-aprendizagem dotado de uma intencionalidade política nítida: a emancipação humana, especialmente daqueles e daquelas que vivenciam processos de exclusão, vulnerabilidade e opressão. Centralmente, daquelas e daquelas que vivem de seu trabalho.


Essa práxis adota como pressuposto fundante, para sua realização, o mergulho na realidade social e o estabelecimento de vínculos humanos autênticos e significativos por meio da convivialidade no e com o território e o contexto de atuação. 


É por meio dessa imersão que educadores e educadoras identificam as questões geradoras locais, garantindo que o processo educativo responda diretamente às demandas concretas do território e/ou do contexto. Trata-se de uma construção horizontal, feita com as pessoas, distanciando-se de posturas centradas na transmissão de conhecimentos, tampouco voltadas à imposição de normativas e condutas padronizadas, ditadas tecnicamente, e impostas aos modos de viver das pessoas. 


Pela Educação Popular, o papel do conhecimento científico e técnico profissional, sobretudo pela formação da academia, é somar-se às lutas coletivas já existentes para, de forma dialógica, compreender a realidade e formular o que Paulo Freire denomina "inéditos viáveis". Esse processo exige uma participação genuinamente protagonista da comunidade nessa construção, a qual é, necessariamente, fluída e dinâmica, conflitada por diferentes dimensões e elementos agregados pela profunda complexidade do mundo mesmo.


Nossa compreensão sobre essa dinâmica somente se materializa com a experiência concreta que possamos estar desenvolvendo no concreto vivido, ou seja, no cotidiano e nos territórios da vida. Ou seja, apenas aprende-se Educação Popular quando se desafia, efetivamente e afetuosamente, a construir a Educação Popular.


Minha aproximação com a Educação Popular ocorreu na graduação em Nutrição na UFPB, por meio da extensão universitária, junto à comunidade Maria de Nazaré e ao Projeto Educação Popular e Atenção à Saúde da Família. Inicialmente, como estudante de Nutrição no início do curso, questionava minha capacidade técnica de intervir. Mais do que isso, questionava a utilidade mesma de qualquer iniciativa minha junto àquela realidade. A falta de conhecimentos técnicos apurados fazia sentir-me, de certo modo, "inútil". Contudo, a imersão comunitária revelou que as demandas de saúde e alimentação emergem da própria complexidade da vida cotidiana (relações familiares, moradia, vulnerabilidades sociais) e não da patologia isolada.

Recordo-me de certa ocasião onde uma moradora que acompanhava, e que estava com hipertensão e diabetes,  me solicitou uma conduta dietética. Mesmo sem ter cursado a disciplina de dietoterapia na época, a demanda concreta me impeliu a buscar o referencial científico junto a docentes e à literatura para mediar, junto com minha companheira de comunidade, as soluções para suas necessidades e demandas. Procurei a ciência para colaborar com a construção de um viver melhor e com mais dignidade junto com aquela senhora a quem tanto admirava e com que já tecia um forte vínculo humano. 


Esse episódio ilustra a produção do conhecimento científico mobilizada pelas demandas reais da sociedade — um alinhamento epistemológico que a Educação Popular viabiliza com excelência.


Historicamente, a instituição acadêmica se consolidou a partir da negação do saber popular, negligenciando o que Paulo Freire denominou como "saber de experiência feito". A experiência é o fundamento da nossa trajetória civilizatória; a humanidade evoluiu substancialmente por meio de vivências sociais e históricas, aprendendo com os próprios erros e refinando suas práticas coletivas. Portanto, relegar a experiência a um plano de menor relevância é um equívoco epistemológico contemporâneo.


Contudo, é fundamental ressaltar que o saber empírico não é infalível nem detentor de uma verdade absoluta. Ele deve, necessariamente, submeter-se ao crivo da crítica e da autorreflexão. Nesse cenário, reside o papel essencial da academia, ajudada pela concepção da Educação Popular: mediar a análise crítica da experiência sem desestruturá-la, mas sim identificando e lapidando suas potencialidades para que ela seja significativamente potencializada.


Cada vez mais, nos últimos anos, muitas pessoas têm procurado a Educação Popular, ou mesmo se inserido em diversas práticas, movimentos e iniciativas nessa sentido. Venha você também conhecer, aprender, propor, criticar, somar, diversificar e pintar com cores vivas, e com muita mobilização, esse empolgante e instigante campo teórico, ético, político e metodológico de experiências educativas.

Embora antiga, e remontando, de forma mais estruturada e sistematizada, desde os anos de 1950, especialmente na América Latina, tendo como referencia central Paulo Freire, mas também muitos outros autores e outras autoras, do campo acadêmico e dos movimentos sociais, a Educação Popular ainda tem provocantes interfaces, diálogos e bons conflitos para travar em diferentes áreas e temáticas. Desafie-se também a pensar nosso campo e, com isso, propor novos horizontes e possibilidades para as lutas sociais dos movimentos populares e para a humanização e criticidade das políticas públicas, na defesa intransigente da democracia na capilaridade mesma de nossos territórios e espaços de ação educativa, social, cultural e política.


- Pedro José Santos Carneiro Cruz

Departamento de Promoção da Saúde, CCM e PPGE/CE/UFPB.

Observatório de Educação Popular em Saúde e Realidade Brasileira

Grupo de Pesquisa em Extensão Popular (EXTELAR)/NUPLAR/PROEX/UFPB

11/06/2026

quarta-feira, 22 de abril de 2026

LANÇAMENTO DE LIVRO EM EDUCAÇÃO POPULAR, COM DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

📒 No dia 24 de abril de 2026, a partir das 15h00, o III Curso de Extensão e Formação em Educação Popular e Saúde no SUS, do PINAB/UFPB, terá um momento muito especial: o lançamento do livro “EDUCAÇÃO POPULAR E PRÁTICAS SOCIAIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REFERENCIAIS, EXPERIÊNCIAS E VIVÊNCIAS”.

📌 A obra apresenta e analisa grande parte das experiências desenvolvidas pelo PINAB em seus quase 20 anos de história. Este lançamento é também, portanto, uma celebração a 2 décadas de PINAB!
📕 É um livro que dialoga diretamente com o momento de reconstrução crítica do SUS, apresentando um rico painel de experiências que mostram como a Educação Popular se torna concreta no cotidiano da Atenção Primária. Mais do que teorias, o livro revela os referenciais, as vivências e os desafios enfrentados por quem coloca a amorosidade, o diálogo e a participação popular no centro do cuidado em saúde.

📚 Organizada por uma equipe de colaboradores(as) do PINAB/UFPB, a publicação da Editora do CCTA é uma base que busca contribuir com aportes para profissionais de saúde, gestores(as), estudantes universitários(as) e integrantes de comunidades e movimentos sociais que desejam compreender e fortalecer as práticas sociais em saúde nos territórios.

✍🏿 Participe conosco do lançamento e da exposição dialogada da obra que acontecerá em seguida, uma oportunidade única de aprofundar o diálogo com autores e protagonistas dessas experiências. Na ocasião, a versão digital do livro será disponibilizada ampla e publicamente a todas e todos.

📍 Data: 24/04/2026
      Hora: 15h00